“Vi meu filho socando a parede”: novaodessense em Israel revive a dor no dia em que se completam dois anos do ataque do Hamas
Carla Vaughan Schwarcz Landin vive em Haifa com o marido e os filhos desde 2019. Em novo relato, ela relembra o dia em que o filho de 18 anos partiu em prantos para a guerra: “Tudo segue vivo, dolorido, incompreendido”.
Ao completar dois anos neste 7 de outubro de 2025, o ataque do Hamas a Israel ainda provoca dor e cicatrizes abertas. A novaodessense Carla Vaughan Schwarcz Landini, publicou um relato comovente sobre o impacto da tragédia em sua família. Morando em Haifa, no norte de Israel, ela vive no país desde 2019 com o marido, Luis Schwarcz, e os filhos, Marina,26 e David,20.
A mudança aconteceu por meio da Aliá, direito concedido a judeus e seus descendentes de viverem em Israel. Para Carla e Luis, a decisão representava um novo início, construído sobre identidade, comunidade e esperança. Mas o que parecia um recomeço se transformou em trauma.
No dia 7 de outubro de 2023, militantes do Hamas invadiram o sul de Israel. Civis foram assassinados em suas casas, soldados executados enquanto dormiam e crianças sequestradas. Foi o maior ataque da história recente do país. Naquele sábado, David, então com 18 anos e recém-integrado ao exército israelense, foi chamado às pressas. Carla presenciou o momento.
“Acordar e ter que ver o seu filho de 18 anos numa tristeza e loucura profundas, dando socos na parede do quarto enquanto arruma a mala…”
David foi deslocado ao front norte, onde grupos armados do Hezbollah também iniciavam ataques. O clima era de luto, confusão e medo. A despedida foi marcada pelo silêncio e por um olhar que, segundo Carla, dizia mais do que palavras.
“Lembro dos olhos marejados do meu filho e da namorada ao lado, podíamos ver a alma deles partida.”
Em seu relato, ela também denuncia a crueldade dos agressores. Famílias foram dizimadas, jovens assassinados com requintes de brutalidade. “Mais mortos, mais sofrimento, melhor… este era o lema destes sem almas”, escreveu.
A revolta de Carla também se volta à resposta internacional ao ataque. Ela critica o que considera uma inversão de narrativas e a banalização da dor vivida em Israel.
“Fecharam os olhos e ouvidos para a verdade e criaram uma narrativa distorcida e mentirosa.”
Dois anos depois, o sentimento é de luto contínuo. A memória do que aconteceu em 7 de outubro de 2023 ainda habita sua casa, sua rotina e seu filho.
“Tudo segue vivo, latente, dolorido, inacabado, incompreendido, inimaginável, parecendo que foi ontem.”

Ouça abaixo o áudio em síntese com depoimento completo
O texto original escrito por Carla Vaughan foi convertido em áudio narrado com inteligência artificial, preservando cada palavra, emoção e pausa de seu relato — com o intuito de facilitar a compreensão e permitir que você sinta cada detalhe dessa história real



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