Três crianças são atacadas por cão na escola Simão Welsh de Nova Odessa
Em maio um requerimento do vereador André Faganello já havia alertado a Prefeitura sobre grade danificada e risco à segurança dos alunos
Três crianças foram atacadas por um cachorro nesta quinta-feira, 18 de junho, na Escola Municipal Simão Welsh, em Nova Odessa, após o animal invadir a unidade escolar por uma grade danificada. Documentos oficiais mostram que a Prefeitura Municipal já havia sido alertada sobre o problema no cercamento da escola mais de um mês antes do incidente.
O caso aconteceu na Escola Municipal Simão Welsh e expõe um grave questionamento sobre a segurança dos alunos e o tempo de resposta do Poder Público a denúncias estruturais. A invasão do cachorro ocorreu devido a uma grade quebrada e desestruturada, uma condição que, segundo um requerimento formal, persistia por um "considerável período de tempo".
Documentos obtidos pela reportagem indicam que a falha no cercamento era conhecida pelas autoridades. Em 13 de maio de 2026, o vereador André Faganello protocolou o Requerimento nº 183/2026, solicitando informações ao prefeito sobre a manutenção da estrutura. O parlamentar alertava para o risco de invasões e atos de vandalismo que poderiam afetar a integridade física de alunos e funcionários.
Apesar do alerta, o ataque das três crianças pelo cachorro se concretizou. Até o fechamento desta matéria, não havia informações oficiais detalhadas sobre o estado de saúde dos alunos ou as providências tomadas imediatamente após o incidente.
A resposta da Prefeitura ao requerimento foi enviada em 10 de junho ao Legislativo. No ofício, o prefeito Cláudio José Schooder informou que a Secretaria Municipal de Educação e o Setor de Obras trabalhavam "de forma integrada" nas manutenções da Escola Simão Welsh para garantir a conservação das instalações. Contudo, o documento não apresentou um cronograma específico para os reparos ou medidas emergenciais para prevenir invasões.
O incidente levanta questões cruciais sobre a eficácia das comunicações entre o Poder Legislativo e o Executivo e a presteza na execução de reparos que impactam diretamente a segurança pública. A vulnerabilidade que culminou no ataque já havia sido formalmente apontada, com a previsão de riscos à integridade física dos ocupantes da escola.
Este episódio não é tratado como um incidente isolado, mas sim como a materialização de um risco já comunicado às autoridades. A permanência da vulnerabilidade após o alerta oficial acende um debate sobre a gestão de infraestruturas escolares e a priorização de segurança em ambientes educacionais.
O caso deve gerar uma série de cobranças por explicações formais do Poder Executivo de Nova Odessa. As perguntas que precisam de respostas incluem: quando a Prefeitura soube da grade danificada? Houve vistorias? Medidas emergenciais foram implementadas após o requerimento? Por que a escola permaneceu desprotegida?
A reportagem permanece à disposição da Prefeitura Municipal de Nova Odessa e da Secretaria Municipal de Educação para qualquer manifestação sobre o ocorrido e as ações futuras.



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