Prefeitura de Nova Odessa volta atrás e garante terceira folga aos servidores 12x36 — reajuste de 4,81% completa proposta que vai a assembleia nos próximos dias 16 e 17 de Abril

SSPMANO convoca assembléia geral após 4ª rodada sem acordo; GCM conquista diária de R$ 500 e dissídio segue como ameaça


Prefeitura de Nova Odessa volta atrás e garante terceira folga aos servidores 12x36 — reajuste de 4,81% completa proposta que vai a assembleia nos próximos dias 16 e 17 de Abril

A Prefeitura de Nova Odessa apresentou nesta terça-feira (14) sua contraproposta final na 4ª rodada de negociação da Campanha Salarial 2026: reajuste de 4,81% — sendo 3,81% de IPCA e 1% de ganho real —, três folgas mensais para servidores em jornada 12x36 e cesta mensal fixada em R$ 1.177,00. A proposta, porém, não foi aceita na mesa. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Nova Odessa (SSPMANO) convocou Assembleia Geral Extraordinária para os dias 16 e 17 de abril, quando a categoria vai decidir se aprova ou rejeita o acordo — e, se rejeitar, o dissídio coletivo será instaurado.

A reunião ocorreu no Gabinete do Prefeito e reuniu o Vice-Prefeito Alessandro Miranda, o Secretário de Finanças Brauner Feliciano e o Secretário de Assuntos Jurídicos Guztavo Zuccato pelo lado da administração. O presidente do SSPMANO, Luís Fernando Nascimento da Silva, participou com a diretoria completa.

O sindicato havia pedido 13% de reajuste na cesta mensal e 25% nos convênios de saúde e odontológico. A prefeitura não chegou a esses valores: fixou a cesta em R$ 1.177,00, o subsídio médico em R$ 42,00 e o odontológico em R$ 19,00 — abaixo do que a categoria reivindicava. A administração alegou ausência de disponibilidade orçamentária para avançar além dos números apresentados.

Um ponto sensível foi a terceira folga mensal para quem trabalha no regime 12x36. A prefeitura cedeu, mas incluiu ressalva no texto: a concessão se dá "por conta e risco da entidade sindical em eventual questionamento" — indicando que a administração não tem segurança jurídica plena sobre a medida. A conversão das folgas em dinheiro ou horas extras ficou expressamente proibida.

Para a GCM, foi aprovada uma Diária Especial de R$ 500 para eventos específicos e sem habitualidade, correspondente a oito horas da jornada 12x36. Haverá ainda um período transitório de 90 dias permitindo horas extras em dias de folga — situação que parte da categoria já vivia na prática.

A assembleia será setorial e nominal. Se a contraproposta for reprovada, o dissídio coletivo é instaurado e a greve — deliberada em 9 de abril — segue como cenário concreto. O Varal de Notícias acompanha.




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