Leitinho levanta bandeira branca e pede fim das brigas em primeira sessão da câmara de Nova Odessa
Leitinho fala em fim de brigas e desafios financeiros. Gestão é questionada sobre a eficácia de suas promessas.
Leitinho fez um apelo por diálogo e o fim de conflitos políticos na cidade nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026. Ele abordou as dificuldades financeiras da prefeitura e os planos para 2026, durante sua participação na tribuna livre da Câmara Municipal. A fala ocorre em um cenário de desafios contínuos e promessas de mudanças administrativas.
Leitinho, do PSD, esteve na Câmara para o retorno do Legislativo. Ele expressou a necessidade de maior comunicação com os vereadores. Isso visa encerrar as disputas entre o Executivo e o Legislativo. O prefeito espera um ano de "diálogo, de conversa".
A administração municipal enfrentou "momentos de muita dificuldade em 2025". O ano de 2026 também começou com obstáculos. Leitinho afirmou que "algumas mudanças administrativas" vão "colocar a casa em ordem". O objetivo é pagar fornecedores e manter a qualidade dos serviços. Isso inclui Saúde, Educação e Esporte.
O prefeito também abordou as emendas impositivas. Estes recursos são indicados por vereadores. Eles são de aplicação obrigatória pela prefeitura. Leitinho reconhece as "dificuldades" e "necessidades" dos vereadores. Ele mencionou as demandas da população.
Uma polêmica se instala. As emendas representam 2% da receita orçamentária. Isso equivale a cerca de R$ 7 milhões. Desse valor, metade, R$ 3,5 milhões, é destinada à Saúde. Leitinho considera o percentual "muito alto". Ele comparou com outras cidades. Em Americana e Santa Bárbara, é entre 0,20% e 0,25%. O prefeito propõe diálogo para ajustar esse percentual.
A gestão de Leitinho enfrenta escrutínio público constante. As dificuldades financeiras são um ponto sensível. O prefeito busca justificar os desafios. Ele atribui parte dos problemas a embates políticos. A busca por diálogo surge como uma estratégia.
A questão das emendas impositivas é um foco de tensão. O alto percentual para Nova Odessa destaca-se regionalmente. Isso pode limitar a margem de manobra do Executivo. A discussão sobre o "descongela" dos servidores também promete intensos debates. A administração tenta equilibrar as contas. Ela precisa atender às demandas dos funcionários.
A postura do prefeito de cobrar diálogo pode ser interpretada de duas formas. Alguns veem como um sinal de maturidade política. Outros, como uma tentativa de desviar o foco das dificuldades administrativas. A crítica implícita sobre o passado, onde as brigas foram usadas para justificar falhas, levanta questionamentos sobre a real eficácia dessa nova abordagem.
O descontentamento com as emendas impositivas pode gerar novos atritos. Especialmente com o Legislativo. A pauta dos servidores, com o "descongela" e o dissídio, adiciona pressão. A comunidade aguarda resultados concretos. As promessas de "colocar a casa em ordem" precisam ser cumpridas rapidamente.



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